Posso confiar em Deus para não sofrer?
“Quando o faraó deixou sair o povo, Deus não o guiou pela rota da terra dos filisteus, embora fosse o caminho mais curto, pois disse: “Para que, em caso de guerra, não se desanimem e voltem para o Egito”. ”
- Êxodo 13:17 NVI
Êxodo relata a libertação do povo Hebreu da escravidão egípcia. Deus é tão bom que direciona o povo por um caminho de modo a evitar uma zona de guerra que poderia fazê-los desanimar. Não só isso, mas Ele manda uma coluna de fogo e fumaça para protegê-los e guiá-los durante a peregrinação.
Contudo, essa tranquilidade logo se transforma quando os Hebreus veem os Egípcios se arrependerem de deixar seus escravos saírem e partem em perseguição armada contra eles. O povo fica encurralado entre os exércitos egípcios e o mar. Esse momento gera grande desespero e apreensão, até que Deus realiza o tão conhecido e poderoso milagre de abrir o mar para a passagem do povo em segurança.
Dependendo da direção do nosso coração, podemos acabar focalizando em dois aspectos bem diferentes ao ler essa pasagem:
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Deus poupa seu povo do sofrimento. Ele os guia por um caminho que evita guerra, os guarda com uma coluna de fumaça, ilumina com uma coluna de fogo, e até abre o mar.
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Deus permite o sofrimento como forma de crescimento. Ele permite que os Egípcios saiam atrás dos Hebreus e os deixem encurralados no mar para que sua fé cresça, o caráter seja forjado, e Deus seja glorificado.
A verdade é que ambas as ideias estão corretas! Deus nos ama profundamente e não se alegra na nossa tristeza. Ele verdadeiramente quer nos abençoar e trazer alegria. (O Novo Testamento é claro em dizer que isso é fruto do Espírito Santo.) Mas, ao mesmo tempo, o objetivo de Deus não é apenas uma alegria sem propósito; Ele quer nosso crescimento e amadurecimento. Como Luiz Sayão coloca: “Deus proporciona desafios que têm como objetivo trazer crescimento e bênçãos.”
Pessoalmente, muitas vezes tenho dificuldade de assimilar esse ideia… Não quero sofrer, então será que posso confiar em Deus? A forma mais clara de entender isso pra mim é a figura da paternidade. Deus se cham de Pai. Como pai, claramente Ele quer a alegria de Deus filhos; e ao mesmo tempo, ele quer “empurrar seus filhos para o crescimento”, vê-los amadurecer, e viver novas fazes da vida. Obviamente isso nos gera incômodos, exatamente porque exige sair da zona de conforto. Mas precisamos confiar que o resultado desse desconforto, é algo muito maior, preparado por Deus pra nós! Só assim podemos suportar o desconforto (e aproveita-lo para crescer) com mais facilidade! Olhando para o Pai e lembrando que os propósitos dEle são sim bons para nós!
Mesmo sofrimentos decorrentes da nossa própria teimosia muitas vezes podem ter bons frutos se os levamos a Deus. Ele transforma a dor em benção.
Por isso, como Sayão também diz ao comentar esse capítulo:
“Deus tem grandes emoções e quem sabe ele está preparando uma para a sua vida. Porque às vezes é disso que se necessita para conhecer de fato quem é Deus, como ele age e como ele ama você.”
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