Salvo? De que?
Imagina que o açougueiro do bairro bate lá na sua casa e fala “Vim aqui te falar que aquela dívida que você tinha lá no açougue tá quitada, viu? Eu tô pagando tudo.” E você responde “Poxa, eu nem sabia que eu tinha uma dívida contigo… Mas obrigado, viu? Bondade a sua. Vou passar lá no açougue para comprar contigo de vez em quando.”
Isso é o que a maioria das pessoas vive no cristianismo. Jesus bate na porta e diz “perdoei sua dívida”, e as pessoas respondem “ah, legal, eu nem sabia que eu tinha uma dívida, mas obrigado! De vem em quando vou passar lá de domingo pra agradecer.”
Agora, quando se tem noção de que nossa dívida é impagável por nós mesmos, de que ficaríamos a eternidade pagando, mas Jesus bate na porta dizendo “sabe aquela dívida impagável? Eu vou levar ela sobre mim”… Isso leva a um outro nível de reação.
Ter noção do tamanho da nossa pecaminosidade nos faz entender que ela só pode ser resolvida em Cristo, que não dá pra se resolver com uma “listinha de regras”. E isso gera gratidão pelo muito que foi feito na cruz.
O entendimento profundo do perdão não faz sentido pra nós enquanto não temos um encontro com nossa real maldade. Enquanto não temos uma decepção profunda com nós mesmos. Enquanto você não sabe o quão perdido está, não faz sentido a ideia de um salvador.
Baseado na pregação de Douglas Gonçalves.
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