No constante frenesi de uma era superconectada, imediatista, e impaciente, parece impossível aceitar o mais simples ato de parar. Encarar o tédio tem se tornado um pesadelo para muitas pessoas; e nessa dificuldade de meramente estar no presente, tornamo-nos incessantes “cumpridores de agendas”, sempre buscando completar nossas infindáveis “listas de To-Do”. Trata-se da mentalidade do “quando chegar lá eu descanso”, mas você nunca chega lá, sempre inventa algo novo para fazer, porque inconscientemente não suporta a ideia de estar no presente.
A palavra agenda vem do latim, e significa literalmente “coisas que devem ser feitas”. Jesus claramente tinha uma agenda a cumprir, mas ele não se aborrecia quando “surpresas” apareciam no caminho. Mudar a rota, dar atenção à uma pessoa que o abordava no caminho, etc., parecem ser “imprevistos” que não causavam tensão para nosso mestre. Isso porque Ele não era um escravo da agenda, um workaholic, ou controlador compulsivo, mas simplesmente um servo obediente ao Pai. Ele permitia espaço de ócio em sua agenda para viver o presente, aceitava quando caminhos tinham que ser desviados, e alocava tempo para realmente estar com aqueles ao seu redor, sem pressa.
Ele conhecia sua missão, e sabia da urgência e complexidade do que iria passar. Mas ainda assim, teve tempo para descansar em um barco no meio da tempestade; tirava tempo para subir ao monte e orar; vivia onde os Seus pés estavam. Jesus, o único ser atemporal, se limitou ao tempo e nos ensinou, pelo exemplo, o que é estar no presente.
Não procure ocupar todo o seu tempo, com medo do ócio ou tédio. Se permita vivê-los ocasionalmente e verá como o “não fazer nada” às vezes pode ser muito produtivo. Esteja onde seus pés estão.
Inspirado por:
- Este post do EfeitoPrisma, no Instagram.
- A frase “be where your feet are at”, popularizada por Nick Saban, Scott O’Neil, e Alan Stein Jr.
- Minha querida noiva, Talita Tangerino, que sempre me faz lembrar onde meus pés estão.
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