Deus não nos impede de errar
1 Samuel 8 fala sobre uma época em que Israel era governado por uma sucessão de juízes. Samuel era um bom lider, mas seus filhos não. O povo reconheceu corretamente a situação de crise, mas não lidaram bem com ela: decidiram pedir um rei, para que fossem “como as outras nações”. Isso foi uma rejeição não só a Samuel, mas ao próprio Deus, que era o Rei de Israel.
Deus alertou ao seu povo que ter um rei humano não seria bom para eles, pois sofreriam opressão, pagariam altos impostos, etc. Mas o povo insiste em sua teimosia e Deus concede o que eles desejavam. Então a história comprova que, de fato, o povo passa por sofrimentos por causa do que pediram.
Até aqui essa história traz uma reflexão interessante: Deus não nos impede de errar. Ele não é um ditador e não nos fez como marionetes. Sim, ele instrui e direciona no caminho correto, mas ele não luta contra nossa teimosia. Se quisermos fazer o que Ele já nos alertou para não fazermos… bem, é nossa responsabilidade. Ele nos deu esse poder de escolha.
Agora, a história não para por aí. Passa-se algum tempo e, no capítulo 12, Samuel relembra o povo de como foram obstinados de coração no pedido por um rei e em outros momentos da história, sempre se rebelando contra Deus. Mas também diz que, se o povo se arrependesse dos seus caminhos e voltasse a obedecer a Deus, Ele estava pronto para recebê-los de volta em graça e perdão. Veja que, mesmo quando somos teimosos, fazemos o que nos foi dito para não fazer, e colhemos as consequências disso, Deus continua sendo bom e misericordioso em nós receber de volta. A graça continua disponível.
Se isso não é uma atitude de um Pai perfeito, não sei o que é… Ele instrui, mas não impede que o filho tome suas próprias decisões (mesmo sabendo que está indo por um caminho de dor). E quando o filho se dá conta do erro, Ele está lá, esperando, pronto para recebê-lo de volta.
E mais: muitas vezes, Ele até mesmo toma os nossos erros e transforma em algo bom. Seja através da disciplina, nos ensinando pelo reconhecimento de nossa falha, ou transformando “o limão em limonada”, e fazendo benção do que seria uma grande dor.
Para completar, sugiro a leitura de 1 Samuel 8 e 12 :)
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